Curta-metragem: Sintel

Em 1998, a desenvolvedora de software NeoGeo Studios (nenhuma relação com o videogame de mesmo nome) criou um programa de renderização, modelagem e animação em 3D (técnica utilizada nos filmes da Pixar e da Dreamworks, por exemplo) chamado Blender.

Após a falência da empresa que vendia o software, seu fundador Ton Roosendaal fundou a Blender Foundation, lançando o programa em código aberto na net – ou seja, de graça e de uma forma que qualquer programador pudesse alterá-lo, auxiliando no desenvolvimento de versões futuras.

O Blender é um software poderoso, e muitos profissionais da indústria o recomendam, além de compararem a outros programas similares, como o Maya e o After Effects. É bastante utilizado em animações amadoras, curtas-metragens e filmes publicitários – mas muitos longas (como o argentino Plumíferos e o britânico No Mundo das Fábulas) e até alguns blockbusters (Homem-Aranha 2) se valeram do Blender.

Ok, legal a historinha, mas e daí? Bom, a Blender Foundation não quis esperar a adesão espontânea dos clientes para que o Blender se tornasse popular. A organização resolveu criar os próprios curtas-metragens para mostrar ao público a capacidade do programa, bem como as novas funcionalidades de cada nova versão. Assim, fomos agraciados com pérolas como Elephants Dream, Tears of Steel, Big Buck Bunny e o fantástico Sintel, de longe o mais popular de todos.

Dirigido por Colin Levy – um cara muito talentoso, que aparecerá mais vezes neste blog – Sintel se passa num mundo de fantasia, e conta a história de uma garota (Sintel, palavra holandesa que significa “brasa” ou “centelha”), adolescente que sobrevive de furtos numa vila medieval. Ela vive sozinha, até o dia que encontra Escamas, um filhote de dragão que se torna seu único amigo. A história que se segue é muito bacana, contando com um final surpreendente e emocionante.

Esse curta, assim como os outros da Blender Foundation, foi financiado no esquema de crowdfunding, ou seja, com a ajuda de fãs do mundo inteiro. O enredo foi baseado numa ideia de Martin Lodewijk – veterano roteirista holandês de histórias em quadrinhos, responsável pelo excelente Storm – e foi escrito por Esther Wouda.

O filme pode ser baixado no site oficial e em vários outros locais pela net afora, em vários formatos. Existem legendas em vários idiomas, incluindo o português. É um curta altamente recomendável para que aprecia animação e fantasia.

Abaixo, a versão legendada em português:

 

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