Monthly Archives: Dezembro 2013

Diretor: Bruce Branit, construtor de mundos

Bruce Branit é um nome relativamente desconhecido do público de cinema, embora já seja um veterano da indústria: Branit é dono da BanitFX, empresa que cria efeitos especiais de produções como Lost, Breaking Bad, Fringe, Person of Interest e Pushing Daisies (Um Toque de Vida).

Mas o que nos interessa aqui são os dois dos curtas-metragens que ele realizou como diretor. O primeiro deles é 405, feito lá no ano 2000, quando o Youtube ainda não existia e os programas de renderização em CGI eram bem mais caros (não havia um software, como o Blender, disponível ao público geral). 405 trata de um pouso forçado numa auto-estrada, com um toque de humor e absurdo. Vejam abaixo, não é necessário entender inglês para apreciar:

 Um outro curta deste diretor se chama World Builder, iniciado em 2004 e finalizado em 2007. Muito mais ambicioso que 405, este filme conta a história de um homem que tenta construir um bairro italiano num mundo virtual, antes que o prazo se esgote. Mas por qual motivo? Assista abaixo para saber! Aqui, conhecimentos da língua inglesa também são dispensados:

 

 Apesar da qualidade, o diretor declarou numa entrevista muito bacana que este curta foi rejeitado em vários festivais de cinema no mundo. Contudo, venceu prêmios em todas as mostras onde foi aceito! E aguardem, Branit declarou sobre a possibilidade de uma versão em longa-metragem desta história em breve.

Conheça mais sobre o realizador aqui.

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Webcomic: Gates

Distopias são comuns na ficção em geral. Na literatura, temos livros consagrados como 1984, Admirável Mundo Novo e o brasileiro Não Verás País Nenhum. No cinema, existem inúmeros exemplos, como Mad Max, O Livro de Eli, O Preço do amanhã e MUITOS outros (aliás, é engraçado, mas parece que as distopias de Hollywood se dividem em futuros-pós-apocalípticos-dominados-por-gangues e futuros-ultra-tecnológicos-dominados-por-governos-totalitários). E nos quadrinhos, então? Uma porrada de histórias, sendo V de Vingança uma dos melhores – e mais populares atualmente.

Porque apreciamos tanto contar e usufruir histórias sobre distopias? Sem querer filosofar muito, eu acho que sabemos que a situação atual está ruim, temos consciência de que irá piorar, mas também possuímos esperança de que alguém irá nos salvar. Afinal, uma das coisas essenciais a uma distopia é um protagonista que enfrenta o sistema!

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Pois com Gates, a webcomic da qual falarei, não é diferente. Vejamos: existe um governo totalitário, o ConGenement, que controla todos os aspectos da vida dos cidadãos, do nascimento (nenhuma pessoa nasce naturalmente, apenas através de clonagem) à morte, quando as pessoas praticamente se sacrificam para dar origem aos novos habitantes da colônia. Temos um cenário pós-apocalíptico: o mundo aparentemente foi quase todo destruído, e o único local que permite a sobrevivência dos seres humanos é uma colônia subterrânea, dominada pelo ConGenement. E temos um herói que se rebela, um rapaz chamado Gates, que foi concebido de forma natural (ou seja, seus pais fizeram sexo e ele nasceu nove meses depois) e procura saber como é o mundo fora da colônia, por desconfiar que há mais no mundo exterior do que o governo revela.

Esta HQ foi criada por Hal Hefner, um designer, roteirista e desenhista que concebeu todo um universo de personagens e histórias chamado The Serpent Seed – um projeto transmídia que englobaria Hqs, games e desenhos animados, contando várias histórias que se interligam. Por enquanto, Gates foi o único projeto de Serpent Seed já finalizado.

Gates possui 68 páginas, e foi disponibilizada de forma gratuita na net com o apoio da Heavy Metal Fantasy Magazine – uma antologia em quadrinhos criada na década de 70, e que já publicou nomes de peso como Moebius, Alejandro Jodorowski, Simon Bisley, Tanino Liberatore e o brasileiro Marcelo Quintanilha. Como quase toda HQ da Heavy Metal, Gates possui uma arte impressionante (embora um tanto irregular neste caso), um roteiro interessante e uma quantidade razoável de sangue e nudez. Então, fiquem avisados, sejam discretos ao ler a história em seus PCs/tablets/smartphones!

A graphic novel pode ser lida (a partir da primeira página da história, pulando frontispício e capas) aqui. Vale a pena acompanhar a história até o final. Ah sim, está em inglês!